terça-feira, 12 de agosto de 2014

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Acordei estava num hospital com minha mãe ao lado
D. Marizete: - ai graças a Deus e Nossa Senhora você acordou meu filho – ela disse se levantando e vindo ate mim
Luan: - onde ta a Mari? Mãe eu quero ver ela agora – eu disse tentando levantar
D. Marizete: - você vai ver ela. Mas antes tenho que te contar uma coisa. – percebi que ela estava com os olhos inchados de chorar
Luan: - mãe não me fala que… - eu não consegui terminar a frase vendo que minha já estava chorando
D. Marizete: - infelizmente sim meu filho – ela disse entre as lagrimas
Luan: - mãe eu tenho que ver a Mari agora – me levantei da cama indo ate a porta não me importando com os fios que estavam em mim
D. Marizete: - Luan volta aqui – minha mãe disse me seguindo
Luan: - eu tenho que ver ela mãe
D. Marizete: - esta bem. Vou te levar nela
Mari estava em um dos quartos da UTI. Olhei pra ela pelo vidro da porta e vi que ela estava com muito mais fios do que eu estava
Luan: - ela não ta bem não é mãe? – disse com lagrimas nos olhos
D. Marizete: - infelizmente não meu filho – ela disse me abraçando
Luan: - será que eu posso entrar pra ver ela?
D. Marizete: - infelizmente não Luan. Ai só os médicos podem entrar – ela disse me abraçando mais forte
Xxx: - Luan o que você esta fazendo aqui? – de primeiro não reconheci a voz, mas logo percebi que era minha sogra
Luan: - eu tinha que ver ela – disse com lagrimas caindo sobre meu rosto
D. Naia: - ela vai ficar bem, agora os médicos sedaram ela para ela se acalmar.
Luan: - ela já sabe sobre… - respirei fundo – sobre o bebê?
D. Naia: - já sim – ela disse triste
D. Marizete: - Luan agora vamos voltar pro quarto.
Luan: - eu quero ficar aqui com a Mari
D. Naia: - Luan sua mãe tem razão. Você tem que descansar. Qualquer coisa eu mesma pessoalmente vou falar com você
Não podia contrariar nenhuma das duas, pois sei que elas não me deixaria ficar ali. Voltando ao meu quarto me lembrei do meu amigo
Luan: - mãe e o Rober? – disse assim que me sentei na cama
D. Marizete: - ele esta bem, já recebeu ate alta. E Léo levou ele pra casa da sua sogra pra ele descansar.
Luan: - eu nunca me imaginei em uma historia assim mãe.
D. Marizete: - nem eu meu filho, nem eu.
Depois de uns 3 dias eu já estava liberado, uma semana depois Mari já estava recebendo visitas e já não estava mais sedada e nem na UTI. Apesar de já esta acordada não falava uma só palavra, apenas fazia gestos de sim e não com a cabeça e mexia os olhos.
Resolvi levantar cedo pra ir buscar minha namorada que sairia do hospital hoje.
Luan: - oi gente, posso entrar – disse ao bater e abrir a porta
Bruna: - oi Pi – ela disse com um sorriso
Luan: - oi Piroca – disse abraçando ela e percebi que Mari revirava os olhos como fazia todas as vezes que eu chamava minha irmã assim
Léo: - fala ai cunhado – ele veio me complementar
Luan: - vim ver a minha muié gente
Bruna: - então vamos deixar eles conversarem amor
Léo: - vamos sim – ele foi ate a irmã – Lia nos vemos em casa ta? – ela apenas concordou
Eles saíram do quarto e fui pra perto da minha namorada
Luan: - oi amor – ela apenas deu um sorriso – ta bem? – ela fez que sim com a cabeça, mas seu olhar parecia distante.
Fiquei ali com ela conversando ate na hora que o medico veio e  logo deu alta pra Mari, mas ela tinha que ficar em repouso. Perguntei a ele se era por causa do acidente que Mari não estava falando e ele disse que em parte sim, mas não era por causa do acidente e sim pelo trauma que ela estava sentindo. Ele disse que fez todos os exames possíveis para saber o motivo de ela não falar e não achou nenhum problema, então logo descobriu que ela não falava por causa que ela não queria.
Quando chegamos em casa Mari ainda estava calada. Achei que isso ia fazer ela falar, mas não.
Luan: - olha só quem chegou – disse assim que abri a porta
Minha sogra veio correndo da cozinha pra abraçar Mari
D. Naia: - ta bem minha filha? – e Mari só balançou a cabeça fazendo sinal de positivo – acho que cê tem que ir pro quarto descansar um pouco. Tô preparando o seu almoço preferido – Mari deu um sorriso – Luan leva a Lia lá pra cima ta bom?
Luan: - claro sogrinha
UM MÊS DEPOIS
Estávamos no mês de Fevereiro, Mari ainda não estava falando. 2 meses sem dar uma palavra.
Quando acordei e olhei pra Mari que estava de costas pra mim achei que ela estava dormindo, mas percebi que ela estava chorando.
Luan: - ei minha linda, porque ta chorando? – perguntei limpando as lagrimas que escorria pelo rosto dela
Lia: - nós temos que conversar – levei um susto ao perceber que ela havia falado pela primeira vez
Luan: - ai graças a Deus você falou – fui dar um beijo nela
Lia: - Luan é serio, preciso conversar com você – ela disse assim que desviou
Luan: - fala então minha linda
Lia: - Luan, eu quero terminar com você – ela disse com algumas lagrimas nos olhos
Luan: -  de onde cê tirou essa ideia? – disse me levantando
Lia: - Luan eu sou um fardo pra você
Luan: - você nunca seria um fardo pra mim – fui pra perto dela
Lia: - Lu eu…
Luan: - você nada. você sabe que eu te amo e eu sei que você me ama.
Lia: - Luan eu pensei muito nisso. E já não sei se te amo – olhei pra ela sem entender e ela estava com lagrimas no olhar. Ela estava mentindo
Luan: - para de mentir. Eu te conheço muito bem. Sei que ainda me ama.
Lia: - Lu não complica mais as coisas – ela disse com as lagrimas lutando para sair
Luan: - você é que ta complicando. Se você ta falando isso por causa do nosso bebê que infelizmente não veio no mundo – me arrependi na mesma hora de ter dito essas palavras, pois ela começou a chorar de vez – me desculpa – fui abraçar ela – eu não queria…
Não aguentei e comecei a chorar também. depois de uns minutos em silencio percebi que Mari já estava dormindo abraçada a mim. Não me importei e continuei ali com ela deitada nos meus braços.
Acordamos com batidas na porta, era minha sogra nos chamando para almoçar. Disse que a gente já iria ir.
D. Naia: - casal levanta ai desse cama e vem almoçar
Luan: - pode deixar sogrinha – disse me levantando dando um beijo na testa da minha namorada
POR MARI/LIA
Quando enfim criei coragem pra falar, tive que falar o que mais me doía, mas era o que eu tinha que falar. Mas mesmo assim Luan não entendi o que estava acontecendo comigo, ele não aceitou que eu terminasse com ele. Me fazendo ainda mais culpada por não consegui fazer ele entender. Acabei dormindo abraçada a ele ate que ouvimos batidas na porta. Era minha mãe nos chamando para almoçar. Luan levantou e me deu um beijo na testa com tanto carinho que fiquei ali deitada esperando ele sair do banheiro.
Luan: - olha minha preguiça vamos levantar – ele disse se jogando pra cima de mim
Lia: - levanta de cima de mim seu gordo – disse batendo nele
Luan: - eu não sou gordo – ele disse saindo de cima de mim – agora levanta e se arruma que vamos na praia hoje
Lia: - praia não, não quero nada de areia em mim
Luan: - então vamos dar uma volta pelo Rio?
Lia: - é serio isso? Quero sair de casa não.
Luan: - você ficou nesse quarto dois meses ta na hora de sair
Lia: - Luan, por favor?
Luan: - não me convenceu. Agora levanta e se arruma
Lia: - seu chato – disse me levantando
Me arrumei

Luan: - onde cê vai? – ele disse assim que sai do banheiro
Lia: - ué você não me obrigou a sair de casa? Tô arrumada pra isso
Luan: - mas achei que a gente não ia pra praia
Lia: - e não vamos
Luan: - e essa roupa ai?
Lia: - e por acaso isso aqui ta estilo de ir pra praia Luan Rafael? – ele tava começando a me irritar
Luan: - claro que ta. Ta tudo pelado ai. – ele disse me olhando
Lia: - tem nada pelado aqui Luan. Agora vamos almoçar
POR LUAN
Mari estava linda, mas estava realmente curto o short.
Descemos pra almoçar e minha sogra ficou feliz por minha namorada ter voltado a falar. Obviamente não falamos sobre o assunto que ela voltou a falar. Assim que terminamos fui ate o quarto de Mari e peguei meus óculos. E logo fomos pra nosso passeio.
Lia: - pra onde ta me levando?
Luan: - tô te levando pra realizar um dos meus sonhos – eu disse concentrado no transito do Rio
Lia: - achei que já tinha realizado todos eles
Luan: - ainda existe três por enquanto.
Lia: - posso saber qual são?
Luan: - por enquanto não. – disse com um sorriso de canto quando vi que ela tinha fingido emburrar a cara
Quando estávamos chegando no local percebi que Mari já tinha percebido onde estávamos
Lia: - esse é seu sonho? – ela disse me olhando com cara de confusa
Luan: - sim – eu estava com um sorriso imenso no rosto
Lia: - por que não disse antes? – ela saiu do carro
Luan: - tenho medo de altura


Mari falou e logo pediu pra terminar. E ai onde será que Luan levou a Mari pra realizar o sonho dele???
Desculpa pelos capítulos não postados.. mas é que fiquei sem inspiração e hoje me ocorreu um surto de inspiração.. Comentem ai e sim me deem ideias porque senão fico sem ai os capítulos demoram..
Comentem, comentem e comentem

Beijos

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