Acordei estava num
hospital com minha mãe ao lado
D. Marizete: - ai
graças a Deus e Nossa Senhora você acordou meu filho – ela disse se levantando
e vindo ate mim
Luan: - onde ta a
Mari? Mãe eu quero ver ela agora – eu disse tentando levantar
D. Marizete: - você
vai ver ela. Mas antes tenho que te contar uma coisa. – percebi que ela estava
com os olhos inchados de chorar
Luan: - mãe não me
fala que… - eu não consegui terminar a frase vendo que minha já estava chorando
D. Marizete: -
infelizmente sim meu filho – ela disse entre as lagrimas
Luan: - mãe eu tenho
que ver a Mari agora – me levantei da cama indo ate a porta não me importando
com os fios que estavam em mim
D. Marizete: - Luan
volta aqui – minha mãe disse me seguindo
Luan: - eu tenho que
ver ela mãe
D. Marizete: - esta
bem. Vou te levar nela
Mari estava em um dos
quartos da UTI. Olhei pra ela pelo vidro da porta e vi que ela estava com muito
mais fios do que eu estava
Luan: - ela não ta
bem não é mãe? – disse com lagrimas nos olhos
D. Marizete: -
infelizmente não meu filho – ela disse me abraçando
Luan: - será que eu
posso entrar pra ver ela?
D. Marizete: -
infelizmente não Luan. Ai só os médicos podem entrar – ela disse me abraçando
mais forte
Xxx: - Luan o que
você esta fazendo aqui? – de primeiro não reconheci a voz, mas logo percebi que
era minha sogra
Luan: - eu tinha que
ver ela – disse com lagrimas caindo sobre meu rosto
D. Naia: - ela vai
ficar bem, agora os médicos sedaram ela para ela se acalmar.
Luan: - ela já sabe
sobre… - respirei fundo – sobre o bebê?
D. Naia: - já sim –
ela disse triste
D. Marizete: - Luan
agora vamos voltar pro quarto.
Luan: - eu quero
ficar aqui com a Mari
D. Naia: - Luan sua
mãe tem razão. Você tem que descansar. Qualquer coisa eu mesma pessoalmente vou
falar com você
Não podia contrariar
nenhuma das duas, pois sei que elas não me deixaria ficar ali. Voltando ao meu
quarto me lembrei do meu amigo
Luan: - mãe e o
Rober? – disse assim que me sentei na cama
D. Marizete: - ele
esta bem, já recebeu ate alta. E Léo levou ele pra casa da sua sogra pra ele
descansar.
Luan: - eu nunca me
imaginei em uma historia assim mãe.
D. Marizete: - nem eu
meu filho, nem eu.
Depois de uns 3 dias
eu já estava liberado, uma semana depois Mari já estava recebendo visitas e já
não estava mais sedada e nem na UTI. Apesar de já esta acordada não falava uma
só palavra, apenas fazia gestos de sim e não com a cabeça e mexia os olhos.
Resolvi levantar cedo
pra ir buscar minha namorada que sairia do hospital hoje.
Luan: - oi gente,
posso entrar – disse ao bater e abrir a porta
Bruna: - oi Pi – ela
disse com um sorriso
Luan: - oi Piroca –
disse abraçando ela e percebi que Mari revirava os olhos como fazia todas as
vezes que eu chamava minha irmã assim
Léo: - fala ai
cunhado – ele veio me complementar
Luan: - vim ver a
minha muié gente
Bruna: - então vamos
deixar eles conversarem amor
Léo: - vamos sim –
ele foi ate a irmã – Lia nos vemos em casa ta? – ela apenas concordou
Eles saíram do quarto
e fui pra perto da minha namorada
Luan: - oi amor – ela
apenas deu um sorriso – ta bem? – ela fez que sim com a cabeça, mas seu olhar
parecia distante.
Fiquei ali com ela
conversando ate na hora que o medico veio e
logo deu alta pra Mari, mas ela tinha que ficar em repouso. Perguntei a
ele se era por causa do acidente que Mari não estava falando e ele disse que em
parte sim, mas não era por causa do acidente e sim pelo trauma que ela estava
sentindo. Ele disse que fez todos os exames possíveis para saber o motivo de
ela não falar e não achou nenhum problema, então logo descobriu que ela não
falava por causa que ela não queria.
Quando chegamos em
casa Mari ainda estava calada. Achei que isso ia fazer ela falar, mas não.
Luan: - olha só quem
chegou – disse assim que abri a porta
Minha sogra veio
correndo da cozinha pra abraçar Mari
D. Naia: - ta bem
minha filha? – e Mari só balançou a cabeça fazendo sinal de positivo – acho que
cê tem que ir pro quarto descansar um pouco. Tô preparando o seu almoço
preferido – Mari deu um sorriso – Luan leva a Lia lá pra cima ta bom?
Luan: - claro
sogrinha
UM MÊS DEPOIS
Estávamos no mês de
Fevereiro, Mari ainda não estava falando. 2 meses sem dar uma palavra.
Quando acordei e
olhei pra Mari que estava de costas pra mim achei que ela estava dormindo, mas
percebi que ela estava chorando.
Luan: - ei minha
linda, porque ta chorando? – perguntei limpando as lagrimas que escorria pelo
rosto dela
Lia: - nós temos que
conversar – levei um susto ao perceber que ela havia falado pela primeira vez
Luan: - ai graças a
Deus você falou – fui dar um beijo nela
Lia: - Luan é serio,
preciso conversar com você – ela disse assim que desviou
Luan: - fala então
minha linda
Lia: - Luan, eu quero
terminar com você – ela disse com algumas lagrimas nos olhos
Luan: - de onde cê tirou essa ideia? – disse me
levantando
Lia: - Luan eu sou um
fardo pra você
Luan: - você nunca
seria um fardo pra mim – fui pra perto dela
Lia: - Lu eu…
Luan: - você nada.
você sabe que eu te amo e eu sei que você me ama.
Lia: - Luan eu pensei
muito nisso. E já não sei se te amo – olhei pra ela sem entender e ela estava
com lagrimas no olhar. Ela estava mentindo
Luan: - para de
mentir. Eu te conheço muito bem. Sei que ainda me ama.
Lia: - Lu não
complica mais as coisas – ela disse com as lagrimas lutando para sair
Luan: - você é que ta
complicando. Se você ta falando isso por causa do nosso bebê que infelizmente
não veio no mundo – me arrependi na mesma hora de ter dito essas palavras, pois
ela começou a chorar de vez – me desculpa – fui abraçar ela – eu não queria…
Não aguentei e
comecei a chorar também. depois de uns minutos em silencio percebi que Mari já
estava dormindo abraçada a mim. Não me importei e continuei ali com ela deitada
nos meus braços.
Acordamos com batidas
na porta, era minha sogra nos chamando para almoçar. Disse que a gente já iria
ir.
D. Naia: - casal
levanta ai desse cama e vem almoçar
Luan: - pode deixar
sogrinha – disse me levantando dando um beijo na testa da minha namorada
POR MARI/LIA
Quando enfim criei
coragem pra falar, tive que falar o que mais me doía, mas era o que eu tinha
que falar. Mas mesmo assim Luan não entendi o que estava acontecendo comigo,
ele não aceitou que eu terminasse com ele. Me fazendo ainda mais culpada por
não consegui fazer ele entender. Acabei dormindo abraçada a ele ate que ouvimos
batidas na porta. Era minha mãe nos chamando para almoçar. Luan levantou e me
deu um beijo na testa com tanto carinho que fiquei ali deitada esperando ele
sair do banheiro.
Luan: - olha minha
preguiça vamos levantar – ele disse se jogando pra cima de mim
Lia: - levanta de
cima de mim seu gordo – disse batendo nele
Luan: - eu não sou
gordo – ele disse saindo de cima de mim – agora levanta e se arruma que vamos
na praia hoje
Lia: - praia não, não
quero nada de areia em mim
Luan: - então vamos
dar uma volta pelo Rio?
Lia: - é serio isso?
Quero sair de casa não.
Luan: - você ficou
nesse quarto dois meses ta na hora de sair
Lia: - Luan, por
favor?
Luan: - não me
convenceu. Agora levanta e se arruma
Lia: - seu chato –
disse me levantando
Me arrumei
Luan: - onde cê vai?
– ele disse assim que sai do banheiro
Lia: - ué você não me
obrigou a sair de casa? Tô arrumada pra isso
Luan: - mas achei que
a gente não ia pra praia
Lia: - e não vamos
Luan: - e essa roupa
ai?
Lia: - e por acaso
isso aqui ta estilo de ir pra praia Luan Rafael? – ele tava começando a me
irritar
Luan: - claro que ta.
Ta tudo pelado ai. – ele disse me olhando
Lia: - tem nada
pelado aqui Luan. Agora vamos almoçar
POR LUAN
Mari estava linda,
mas estava realmente curto o short.
Descemos pra almoçar
e minha sogra ficou feliz por minha namorada ter voltado a falar. Obviamente
não falamos sobre o assunto que ela voltou a falar. Assim que terminamos fui
ate o quarto de Mari e peguei meus óculos. E logo fomos pra nosso passeio.
Lia: - pra onde ta me
levando?
Luan: - tô te levando
pra realizar um dos meus sonhos – eu disse concentrado no transito do Rio
Lia: - achei que já
tinha realizado todos eles
Luan: - ainda existe
três por enquanto.
Lia: - posso saber
qual são?
Luan: - por enquanto
não. – disse com um sorriso de canto quando vi que ela tinha fingido emburrar a
cara
Quando estávamos
chegando no local percebi que Mari já tinha percebido onde estávamos
Lia: - esse é seu
sonho? – ela disse me olhando com cara de confusa
Luan: - sim – eu
estava com um sorriso imenso no rosto
Lia: - por que não
disse antes? – ela saiu do carro
Luan: - tenho medo de
altura
Mari falou e logo
pediu pra terminar. E ai onde será que Luan levou a Mari pra realizar o sonho
dele???
Desculpa pelos
capítulos não postados.. mas é que fiquei sem inspiração e hoje me ocorreu um
surto de inspiração.. Comentem ai e sim me deem ideias porque senão fico sem ai
os capítulos demoram..
Comentem, comentem
e comentem
Beijos